Pode imaginar o sexual e o irreverente como algo sagrado?
  Tríbades

Ela possui o olhar típico dos homossexuais quando falam naquele assunto: lascivo, provocante, instigante. Ela me destrói com esses olhos, olhos que dizem o que querem de mim, e como, e onde, e quando querem. Pedem meus gemidos, suspiros e contrações. Desejam-me tão fundo, profundo, intenso quanto dois dedos podem ser. Exigem-me de pé, deitada e em seu colo, com amarras nas mãos e vendas nos olhos. Prendem-me na parede, na cama e jogam-me na mesa. Quiseram-me ontem, querem hoje, amanhã e depois.
Seus olhos libertinos me percorrem até onde sua mão está e onde sua língua vai parar. Ela tem a mania de me dizer pequenas frases e eu luto para compreender. 'Molhada como ontem'? Ou 'Paro quando você gozar'? Ou sua língua inocente apenas dança, me molhando, me sentindo e me bebendo?
Desvio meus olhos dos seus, não posso perder o controle. Uma mordida me faz ver que não devo parar de olhar. Ela quer gravar em sua mente minha expressão. É o que a excita.
Ela conseguiu mais uma vez. Apenas me olha, me lambe e me morde e eu tremo, contraio. Derreto. Relaxo.
Respiração pesada. Seu corpo em cima do meu novamente, meu gosto em sua boca.
Seus olhos inocentes mostram-me a vergonha que sente...
Meus olhos lânguidos dizem-lhe que seu corpo agora é, para mim, como a grande caixa de morangos deliciosamente amargos que devorei sozinha quando pequena.
"Você sabe, prefiro os sabores mais fortes", sussurrei-lhe em sua nuca, antes de mordê-la e levar minha mão às suas pernas.


Para Cacau, que gostou tanto.

Escrito por x Fetisha x às 19h51
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